sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Panorama Ipea: Megatendências Mundiais 2030

Compartilho o novo Panorama Ipea que trata do meu livro  Megatendências Mundiais 2030 escrito com outros quatro colegas. Esse programa conta também com a participação do Ministro do Itamaraty Alessandro Candeias.

Acesse pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=dhd1CVW3O_c&feature=youtu.be


Vale a pena conferi!

Boas escolhas! Bom Futuro!

Elaine Marcial

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Violência e Segurança Pública em 2023: cenários exploratórios e planejamento prospectivo

Convido-os para o lançamento do meu novo livro, em parceria com Helder Ferreira.

Dia: 23 de novembro de 2015 (próxima segunda-feira)
Horário: 9h30
Local: Sede do Ipea, em Brasília, (SBS, Qd. 1, Bl. J, Edifício Ipea/BNDES, auditório do subsolo)

Após a apresentação dos destaques da obra, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, e Arthur Trindade Maranhão Costa, secretário de Segurança Pública e da Paz Social do Governo do Distrito Federal, irão debater os dados do estudo.
Na abertura do seminário estarão presentes o presidente do Ipea, Jessé Souza, a secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ) e presidente do Conselho Nacional de Segurança Pública, Regina de Luca Miki, e o diretor do Departamento de Temas Sociais da Secretaria de Planejamento e Investimento Estratégico (SPI/MP), Jorge Abrahão de Castro. Estes últimos representando o MJ e o MP que foram parceiros na realização do projeto.

Segue síntese do livro:
A violência é um dos temas que mais preocupam os brasileiros. Há grande incerteza sobre o que pode ocorrer no futuro tanto em termos da criminalidade violenta quanto em relação às políticas públicas. O ambiente instável e turbulento aumenta a percepção de que o futuro é múltiplo e incerto, e leva a crer que planejar com base em projeções é insuficiente. Entretanto, os tempos atuais não trazem somente desafios, mas, principalmente, oportunidades. É necessário estar atento às oportunidades e ser criativo para enxergá-las. Não é por outro motivo que a utilização de cenários como subsídio ao planejamento e à formulação de estratégias cresce no mundo.
Nesse contexto, é apresentada neste livro a síntese dos resultados do projeto A Segurança Pública em 2023: Uma Visão Prospectiva. O estudo contou com a participação de 122 pessoas, pertencentes às equipes do Ipea e da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR); colaboradores do Ipea, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) e do Ministério da Justiça (MJ); e especialistas em segurança pública. Os desafios são muitos, mas os cenários exploratórios construídos mostram que há possiblidade de mudança.
O estudo apresenta quatro cenários: prevenção social; repressão qualificada; violência endêmica; e repressão autoritária. Com base neles, pode-se formular o cenário desejado e o cenário-alvo, considerando trajetórias irregulares, aproveitando as oportunidades e reduzindo o risco dos cenários apresentados.
O livro Violência e Segurança Pública em 2023: cenários exploratórios e planejamento prospectivo também apresenta 44 tendências. Parte delas, para ser rompida, depende da união de diversos atores e, principalmente, do investimento nas oito incertezas-chave identificadas. Tais incertezas nos abrem oportunidades para a mudança do curso dos acontecimentos, pois são motrizes para a redução da criminalidade violenta e o aumento da sensação de segurança, tornando-se mais fáceis de serem moldadas e nos ajudando a construir o futuro desejado.

Diante dos muitos desafios, foram propostos doze objetivos estratégicos. Também são apresentadas sugestões para o aprimoramento e a construção de uma política de segurança democrática, garantista e efetiva. Como os recursos – humanos, financeiros e tecnológicos – são escassos, é fundamental a construção de cenários e sua análise, a fim de fazer escolhas e priorizar investimentos. Desse modo, poderemos mudar o curso dos acontecimentos, transformando o Brasil em um país seguro para se viver. 

domingo, 18 de outubro de 2015

O livro Megatendências mundiais 2030 já está disponível

Conforme divulgado, no último dia 14 de outubro foi lançando o livro Megatendências mundiais 2030. Durante o evento foi apresentada a plataforma Brasil 2100 – construindo hoje o país de amanhã, cujo objetivo é estimular o debate sobre possíveis caminhos e desafios para a construção de uma sociedade mais próspera e solidária no Brasil até 2100. O primeiro produto será a construção de cenários para o Brasil em 2035. Em breve divulgarei mais informações sobre essa Plataforma

O conteúdo do livro lançado será insumo para a construção de cenários para o Brasil em 2035, pois em um ambiente globalizado, não há como olhar para o pais sem contextualiza-lo no mundo.

O livro está disponível para download no Portal do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=26450&Itemid=383.

Também poderá ser adquirido nas livrarias do Ipea em Brasília ou no Rio de Janeiro.


Boas escolhas... Bom futuro!

Compartilho algumas fotos do evento de lançamento do livro no Ipea.




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Lançamento do livro “Megatendências mundiais 2030 - Inscrições abertas

As inscrições para o lançamento do livro “Megatendências mundiais 2030 – O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo?, de minha co-autoria, já estão abertas.

Como já havia divulgado, o lançamento ocorrerá no dia 14 de outubro de 2015 (quarta-feira), em Brasília, no auditório do Ipea, no SBS Quadra 1, bloco J, Ed. BNDES/Ipea, a partir da 9hs, e será distribuído gratuitamente.

Se você ainda não fez a sua inscrição e para facilitar a entrada no Ipea, favor confirmar participação no evento pelo email: eventos@ipea.gov.br

Participe da manhã de autógrafos, confraternização, debate e realização de networking com as comunidades de Planejamento e Estudos de Futuro que se integram neste evento.

Conheça mais sobre o conteúdo esse livro.

O livro “Megatendências mundiais 2030” reforça a necessidade de que líderes, tomadores de decisão e analistas brasileiros formulem estratégias nacionais em função do papel que o Brasil pretende exercer no mundo e das aspirações da própria sociedade, considerando os possíveis desafios e oportunidades futuras.

O livro destaca a redefinição da ordem global e caracteriza o momento como um período de transição. Cada uma das cinco dimensões abordadas está passando por transformações significativas que, ou alterarão as estruturas de poder, horizontais e verticais, ou fortalecerão essas estruturas. Não se sabe esse movimento será competitivo ou cooperativo, se haverá ou não novos paradigmas – ou mesmo a reformulação dos atuais – para orientar a condução das ações futuras. As dimensões se caracterizam como transversais e qualquer evento que ocorra em um deles afeta os demais, ainda que seus efeitos sejam assimétricos.

No campo da população e sociedade, a ideia força é o novo perfil populacional. Até 2030, a população mundial estará envelhecida e jovem ao mesmo tempo – por mais paradoxal que isso soe –, urbanizada, mais escolarizada, com melhor renda e mais empoderada. Países enfrentarão desafios com relação à mão de obra pelas razões inversas – uns, pela falta; outros, pela abundância –, à garantia de serviços públicos de qualidade, à solvência do sistema de seguridade social, à mobilidade urbana em cidades superlotadas, aos fluxos migratórios, à maior desigualdade social, entre outras questões. Já a sociedade, mais informada, poderá pressionar seus governos para negociar diretamente suas demandas, provocando ondas de protestos que poderão se alastrar pelos países e pelo mundo.

Quanto à geopolítica, o principal aspecto é a redistribuição do poder global, menos concentrado no Ocidente e mais direcionado ao Oriente, entremeado pela ascensão de potências emergentes. O desgaste progressivo da hegemonia dos Estados Unidos e da Europa e o crescimento da influência do BRICS e dos Estados Médios ampliam o debate em torno da governança global, atualmente em déficit, e outras questões relevantes, como a segurança internacional. A ampliação da multipolaridade pode trazer uma nova reconfiguração do poder militar. Difícil prever se essa guinada cada vez mais acelerada rumo à multipolarização, mas com prevalência de assimetrias, será conflituosa ou pacífica.

Na dimensão ciência e tecnologia, é a economia da inovação que ditará a lógica dos desdobramentos futuros. As inovações, além de facilitarem a vida das pessoas, se tornaram condição indispensável da produtividade e do desenvolvimento socioeconômico e sustentável no século XXI. O progresso científico e tecnológico é cada vez mais multidisciplinar e suas aplicações, mais integradas. As Tecnologias da Informação e da Comunciação, por exemplo, estão modificando a natureza das relações humanas, desde o trabalho até o lazer. Quando a automação, robótica, nanotecnologia e biotecnologia estiverem plenamente desenvolvidas, novas transformações virão.

Os modelos econômicos concorrentes estarão no centro do debate em torno do tema economia até 2030. Há uma reconfiguração em andamento na economia global, com países emergentes sustentando um maior crescimento do que países desenvolvidos. Essa reconfiguração acirrará a discussão em torno de modelos econômicos e trará para o centro da agenda global questões como presença do Estado na economia, inclusão social, classe média, novas regulamentações ao comércio e sistema financeiro internacional, investimentos em capital humano e inovações como fatores chave do crescimento econômico, responsabilidade fiscal e até mesmo água, energia e alimentos, entre outras.

Finalmente, no último tema, meio ambiente, a ideia força é o aumento do consumo em um cenário de escassez de recursos naturais e de degradação ambiental até 2030, adicionado a potenciais eventos climáticos extremos. Ainda é difícil avaliar se a Rio+20 e o lançamento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável implementarão um novo paradigma ambiental que finalmente compatibilize qualquer modelo de crescimento econômico com sustentabilidade. Fato é que o modelo e o paradigma atual são agressivos ao meio ambiente e, além de levarem à escassez de recursos naturais, poderão contribuir para a ocorrência de eventos extremos, ocasionando impactos negativos ao ambiente social e econômico.

Todas essas questões afetam, direta ou indiretamente, os caminhos pelos quais o Brasil tenciona andar nas próximas duas décadas. Não se trata de um receituário pré-concebido para o planejamento estratégico de longo prazo nacional, e sim de questões importantes que merecem ser pensadas com a devida cautela analítica nesse planejamento. Logo, as escolhas sobre o futuro se constroem no presente. Isso é fundamental para o Brasil se preparar para enfrentar os desafios e as oportunidades que se apresentarão entre 2015 e 2030.

Este trabalho é, na verdade, um ponto de partida para uma discussão mais ampla. Uma vez identificadas as megatendências e as Sementes de Futuro visualizadas por organizações internacionais, é preciso avaliar de que maneira elas incidem no Brasil e qual é o comportamento esperado do País até 2030. Nesse sentido, há a necessidade de ouvir especialistas brasileiros em cada um dos temas, interagir com órgãos de governo e com o meio acadêmico, dialogar com representantes da iniciativa privada em torno da reflexão – e posterior construção – de uma agenda de Estado.

Quais as oportunidades e as ameaças para o Brasil que essas megatendências mundiais trazem? Qual deverá ser o posicionamento do Brasil frente a essas megatendências mundiais? É essencial que o Estado e a sociedade brasileiros decidam o que fazer dessa ordem e como se inserir nela. Para tanto, o Estado brasileiro necessita desenvolver pensamento e planejamento estratégicos de longo prazo, pois o ano de 2030 já começou para o Brasil.

Boas escolhas... Bom futuro!
Boa leitura!


domingo, 4 de outubro de 2015

Lançamento do livro “Megatendências mundiais 2030 – O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo?”

Este livro, de minha coautoria, será lançado no dia 14 de outubro de 2015, em Brasília, no auditório do Ipea, no SBS Quadra 1, bloco J, Ed. BNDES/Ipea, a partir das 9hs, e será distribuído gratuitamente.

Editado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ele representa um levantamento inédito no Brasil, realizado por cinco autora, sobre megatendências mundiais e as incertezas ligadas a elas. Convido a todos para a manhã de autógrafos, confraternização, debate e realização de networking com as comunidades de Planejamento e Estudos de Futuro que se integram nesse evento.

Conheça mais sobre o conteúdo esse livro.

Se o passado pertence à História, o futuro pertence à estratégia. O futuro não é "dado", mas construído. Não é um conjunto predeterminado de eventos e situações irreversíveis, mas uma construção coletiva e imprevisível, moldada pela estratégia de diversos atores.

Nesse contexto, “Megatendências mundiais 2030 – O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo?” apresenta um conjunto de sementes de futuro que devem moldar o contexto mundial até 2030, nas áreas de população e sociedade, geopolítica, ciência e tecnologia, economia e meio ambiente, segundo a perspectiva de entidades e personalidades de prestígio internacional.

Tem por objetivo apresentar à sociedade brasileira e, em particular, aos formuladores e executores de políticas públicas, insumos que possibilitem a reflexão sobre o futuro do Brasil e contribuir com seu processo de formulação estratégica de curto, médio e longo prazos.

Conhecer, interpretar e criticar as visões de mundo de países e organizações possibilita antever tendências mundiais e o comportamento de atores relevantes nas próximas décadas, considerando, inclusive, as perspectivas dos países desenvolvidos. Líderes, tomadores de decisão e analistas brasileiros devem moldar as estratégias nacionais em função do papel que o Brasil pretende exercer no mundo e das aspirações da própria sociedade, considerando os possíveis desafios e oportunidades futuros. Se não queremos que o Brasil apenas se adapte, passivamente, aos planos futuros desenhados por terceiros, é crucial que o País invista em sua capacidade de construir cenários prospectivos e planejar tendo sempre como referência os interesses nacionais. Em outras palavras, o País deve também adquirir consciência de seu papel de construtor ativo do futuro.

A falta de visão de futuro e de um pensamento estratégico que oriente a sociedade pode ser um gargalo ao desenvolvimento. Sendo assim, esta publicação nos convida a refletir sobre os desafios e oportunidades para nosso País. Se desejar ocupar um lugar melhor no mundo, o Brasil não pode deixar de conhecer e acompanhar as tendências e trajetórias mundiais em vários campos, a fim de tomar decisões acertadas que permitam concretizar as aspirações de sua sociedade. Esperamos que este livro também estimule o aprofundamento de uma cultura e prática de pensamento estratégico e planejamento de longo prazo em diversas instâncias do País.

Boas escolhas... Bom futuro!
Boa leitura!


domingo, 27 de setembro de 2015

Maior conexão global

A última força que quebra todas as demais tendências levantada pela McKinsey (DOBBS et al., 2015) é a Maior conexão global entre pessoas, negócios, finanças e informação.

Os autores chamaram a atenção ao grau de conexão que existe hoje em dia e que só tende a crescer. Sendo que, na análise realizada por eles, nem foram considerados os avanços da internet das coisas. Logo, é importante anexarmos a essa análise a conexão máquina a máquina sem as pessoas.

Nesse contexto, os produtos e serviços estarão cada vez mais imbricados e, em sua maioria, conectados à internet, da linha branca ao carro, das joias às pessoas. São exemplos: os testes do Google Glass – óculos conectados à Internet, que tiram fotos, gravam vídeos, mostram mapas e enviam mensagens; o anel Ringbow, que controla dispositivos touchscreen no uso de videogames à distância; e a Jawbone Up, uma pulseira com sensores que monitoram o seu dia a dia, incluindo a qualidade do sono, tudo isso integrado a um aplicativo no smartphone, que exibe a performance nos exercícios e permite controlar a dieta diariamente (MARCIAL et al, 2015).

Um dos grandes impulsionadores desse movimento é o aumento da velocidade de transmissão da informação, em seus diversos formatos, e a evolução da tecnologia de telefonia móvel, em particular a dos smartphones. Segundo o relatório do World Bank (2012), cerca de três quartos dos habitantes do planeta tinham acesso a um telefone celular em 2012.

Em 2013, havia cerca de 2,7 bilhões de pessoas acessando a internet no mundo, representando 25% da população mundial. Nos países desenvolvidos, a taxa de penetração é de 64% e nos países em desenvolvimento é de, aproximadamente, 12% (INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION, 2013).

O avanço da telefonia móvel associada ao crescimento do acesso à internet sugere que o mundo será cada vez mais interconectado, chegando em 2030 com mais da metade da população mundial com acesso à internet (EUISS/ESPAS, 2011). Espera-se que a internet de alta velocidade sem fio esteja disponível em todo o mundo, para as classes sociais alta e média, e para todas as regiões rurais dos países desenvolvidos, até 2030 (SLIBERGLITT et al., 2006).

Certamente as oportunidades que serão criadas serão ímpares, mas fomentando a volatilidade inesperada, como destacado no texto da McKinsey. Isso porque essa conexão global faz com que o comportamento de um país, de uma empresa ou mesmo de um único indivíduo possa ter alto potencial de impacto nos demais, criando ambientes de grandes surpresas e incertezas.

A conexão global certamente contribuirá para a construção de um mundo muito diferente do que vivemos hoje. Nesse contexto, pergunto: O Brasil estará preparado para esse novo mundo? Quais investimentos devemos fazer hoje para aproveitarmos o perfil conectivo de nossa sociedade e o canalizarmos para o desenvolvimento do nosso País?

Boas escolhas... Bom futuro!
Boa leitura!

REFERÊNCIAS
DOBBS, Richard; MANYIKA, James; WOETZEL, Jonathan. The four global forces breaking all the trends. McKinsey Global Institute, Apr. 2015. Disponível em:<http://www.mckinsey.com/insights/strategy/the_four_global_forces_breaking_all_the_trends>. Acesso em 25 maio de 2015.

INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION. The world in 2013. ICT Facts and Figures. Genebra: ITU, fev. 2013. Disponível em: <http://www.itu.int/en/ITU-D/Statistics/Documents/facts/ICTFactsFigures2013-e.pdf>. Acesso em: 22 set. 2014.

MARCIAL et al. Megatendências mundiais 2030: O que organizações no mundo pensam sobre o futuro do mundo? Brasília: Ipea, 2015. Livro no prelo, com lançamento marcado para o dia 14 de outubro de 2015, no auditório do Ipea, em Brasília às 9 horas.

SLIBERGLITT, Richard; ANTÓN, Philip S.; HOWELL, David R.; WONG, Anny. The global technology revolution 2020, in-depth analyses: bio/nano/materials/information trends, drivers, barriers and social impact. Santa Monica: Rand, 2006.

WORLD BANK. 2012 Information and communication for development: maximizing mobile. Washington: World Bank, 2012.


domingo, 13 de setembro de 2015

Envelhecer não é mais como era antigamente

Retomo hoje o debate levantado pela McKinsey (DOBBS et al., 2015), sobre as quatro forças globais que quebram todas as tendências, destacando o aumento da expectativa de vida na população mundial associado ao fenômeno do seu envelhecimento. Não só viveremos mais, mas os idosos ocuparão cada vez mais um percentual maior na pirâmide etária. Espera-se que, até 2030, a população mundial de pessoas com mais de 65 anos deve dobrar para um bilhão, elevando a proporção de idosos de 8% para 13% (KPMG, 2013).

Segundo o estudo: “envelhecer não é mais como era antigamente”. O perfil dessa nova população idosa também passa por alterações. Os idosos serão pessoas mais ativas, muitas ainda trabalhando, e com uma vida social pujante, realizando atividades físicas, voltando a estudar, buscando uma nova profissão e investindo em atividades de lazer e turismo. Se o avanço esperado nos serviços de saúde melhorar a qualidade de vida dos idosos, aumentará a possibilidade deles permanecerem trabalhando por mais tempo, reduzindo a pressão nas contas da previdência. Além disso, novos formatos de trabalho poderão surgir voltados para absorção desses idosos, inclusive com horários de trabalho diferenciados e flexíveis.

Entretanto,  serão muitos os desafios para aprendermos a lidar com um mundo envelhecido. Como crescer de forma sustentável em um ambiente de redução da mão de obra produtiva, já que a tendência é de crescimento da população com taxas marginais decrescentes, associada a uma população envelhecida, onerando o sistema previdenciário?

Esse novo perfil demográfico demandará dos governos políticas voltadas aos idosos. No entanto, abre-se um novo mercado para o atendimento dessa parcela da população com tempo disponível e ávida por consumir, não somente produtos, mas principalmente serviços. Destacam-se os serviços nos campos da educação, do lazer e turismo, da automação residencial e da robótica para cuidar dos idosos em tempos de aumentos dos custos trabalhistas.

No Japão, um quarto da população de 128 milhões de habitantes tem mais de 65 anos, inovações que facilitam a vida dos idosos ou de seus cuidadores são alvo de muitas pesquisas e têm enorme potencial de negócios, como mostrou a Exposição Internacional de Robôs, em Tóquio, em 2013 (PUCRS, 2015), incluindo tanto o desenvolvimento da assistência médica remota quanto robôs médicos.

Espero transformações significativas ligadas a essa megatendência.

Boas escolhas ... bom futuro!
Boa leitura!

REFERÊNCIA
DOBBS, Richard; MANYIKA, James; WOETZEL, Jonathan. The four global forces breaking all the trends. McKinsey Global Institute, Apr. 2015. Disponível em:<http://www.mckinsey.com/insights/strategy/the_four_global_forces_breaking_all_the_trends>. Acesso em 25 maio de 2015.
DOBBS, Richards et al. Resourse revolution: meeting the worlds energy, materials, food and water needs. [S.l.]: McKinsey&Company, Nov. 2011. Disponível em: <http://goo.gl/GbFXLh>. Acesso em: 13 set. 2015.
KPMG INTERNATIONAL. Future State 2030: The global megatrends shaping governments. Toronto: KPMG, 2013. Disponível em: <http://www.kpmg.com/dutchcaribbean/en/Documents/Publications/FutureState2030WebAccessibleFINAL.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.
PUCRS. Robôs que auxiliam idosos e deficientes fazem sucesso no Japão.  Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/planeta-ciencia/noticia/2013/11/robos-que-auxiliam-idosos-e-deficientes-fazem-sucesso-no-japao-4327126.html>. Acesso em: 13 set. 2015.

domingo, 30 de agosto de 2015

Megatendências mundiais 2030: contribuições para o exercício da prospectiva no Brasil

Não há como fazer um bom planejamento estratégico sem olhar para onde o mundo caminha, mesmo sabendo que tudo que vemos sobre o futuro poderá ocorrer de forma diferente. Olhamos para frente não para prever os acontecimentos futuros, mas para iluminar as decisões que devemos tomar agora. E como vivemos em um mundo globalizado, não basta olharmos para o nosso entorno, é necessário olhar o todo.

É nesse contexto que convido vocês a lerem o último artigo de minha co-autoria, escrito com os colegas da SAE/PR Vanessa, Giovanni, Wosgrau e Bruno, sobre as megatendências mundiais para 2030. Esse estudo, inédito no Brasil, apresenta em síntese, os resultados da análise de 19 estudos de futuro realizados por especialistas e instituições ao redor do mundo e apresenta 26 megatendências mundiais. Também apresenta um modelo que orienta como construir tais megatendências.

O estudo completo, contendo tanto essas 26 megatendências mundiais, repleto de informações que as confirmam, e mais as 202 sementes de futuro relacionadas a essas megatendências, identificadas e descritas, será lançado em breve pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em formato de livro. Fiquem atentos ao lançamento que está próximo.

Segue o resumo do artigo:
“O futuro sempre despertou e continuará despertando inquietação. Como o Brasil está cada vez mais inserido no mundo globalizado, a compreensão de estudos prospectivos globais é passo fundamental para construção de estratégias e políticas públicas sinérgicas e eficazes. Nesse contexto, esta pesquisa tem por objetivo apresentar proposta de método para auxiliar no levantamento de Sementes de Futuro em estudos já realizados. Busca-se também mostrar os resultados da utilização do método proposto, identificando as Sementes de Futuro que deverão moldar o contexto mundial até 2030, nas áreas de população e sociedade, geopolítica, ciência e tecnologia, economia e meio ambiente. Como resultado, foi construído e testado esse método, formado por cinco etapas, e, por meio de sua aplicação, foram identificadas 26 megatendências mundiais até 2030. Esses resultados mostraram a validade do método proposto.”

Boas escolhas ... bom futuro! 
Boa leitura!

Referência

MARCIAL, Elaine C.; CHERVENSKI, Vanessa Meireles Barreto; OKADO, Giovanni Hideki Chinaglia; WOSGRAU, Antônio Carlos; CARVALHO, Bruno Eustáquio Ferreira Castro de. Megatendências mundiais 2030: contribuições para o exercício da prospectiva no Brasil. Revista Brasileira de Planejamento e Orçamento, v. 5, n. 1, p. 4-27, 2015. Disponível em: <http://www.assecor.org.br/files/8614/3586/9367/rbpo_vol5_num1_megatend_ncias_mundiais_2030__contribui__es_para_o_exerc_cio_da_prospectiva_no_brasil_.pdf>. Acesso em 27 ago. 2015. 

sábado, 15 de agosto de 2015

Cone de futuro: alternativas concebíveis por ator

Recomendo a leitura do meu novo artigo, escrito em parceira com os colegas Wosgrau e Vanessa, ex-integrantes do Núcleo de Estudos Prospectivos da SAE/PR, que representa uma contribuição a teoria dos estudos de futuro.

O artigo, que traz um novo olhar sobre o “cone de futuro”, também deixa mais claro a integração entre as atividades de Inteligência Competitiva e de construção de cenários prospectivos, visto que mostra a importância do monitoramento permanente e sistemático do ambiente.

Segue o resumo do artigo:

“O futuro faz parte da agenda dos estrategistas e tomadores de decisão e o crescimento da incerteza ambiental amplifica a necessidade de melhor compreensão das possibilidades de futuro que se abrem a partir do presente. Assim, o objetivo desse artigo é ampliar a descrição do cone de futuro, classificando as alternativas concebíveis de futuro e sua envoltória e mostrando a individualidade dos atores como observadores de alternativas de futuro. A pesquisa caracteriza-se como exploratória e o método utilizado foi o levantamento bibliográfico. Como resultado, propõe-se nova classificação das possibilidades de futuro a partir da descrição do conteúdo do cone de futuro sob a perspectiva do ator, o qual formula suas estratégias baseado nessas alternativas concebidas. Também é identificada a existência de uma parte desconhecida do futuro ou desconsiderada pelo ator a partir do momento em que ele olha para o futuro e concebe suas alternativas, caracterizando esse espaço de onde o inusitado emerge. Conclui-se que é possível classificar o futuro segundo o olhar do ator e, com base nessa classificação, formular alternativas estratégicas. Isso também é essencial para evitar que surpresas ponham em risco a estratégia e para monitorar o ambiente frente a um futuro múltiplo e incerto.”

Referência 

MARCIAL, Elaine C.; WOSGRAU, Antônio Carlos; CHERVENSKI, Vanessa Meireles Barreto. Cone de futuro: alternativas concebíveis por ator. Brasília: Revista Brasileira de Planejamento e Orçamento, v. 5, n. 1, p. 28-38, 2015. Disponível em: <http://www.assecor.org.br/files/4914/3586/9633/rbpo_vol5_num1_cone_de_futuro__alternativas_conceb_veis_por_ator_.pdf>. Acesso em 3 ago. 2015.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A segurança pública no Brasil: uma visão prospectiva – Resultados preliminares

Convido-o a participar do lançamento do Boletim de Análise Político Institucional nº 7 do Ipea. Nesse boletim serão publicados os resultados preliminares dos cenários, construídos durante o ano de 2014, sobre a segurança pública no Brasil até 2023. Esse estudo, resultado da parceria entre o Ipea e a SAE/PR, contou com a participação de mais de 100 especialistas de diversas instituições públicas e privadas.

O artigo de minha coautoria juntamente com dois colegas do Ipea, Helder e Joana, apresenta os resultados preliminares desse estudo prospectivo, que será lançado em breve no formato de livro, também pelo Ipea.

Seguem as informações do evento.

Lançamento do Boletim de Análise Político Institucional nº 7
Palestrantes: Daniel Cerqueira - Diretor da Diest/Ipea, Joana Alencar - Técnica de Planejamento e Pesquisa/Ipea Brasília, Acir Almeida - Técnico de Planejamento e Pesquisa/Ipea Rio de Janeiro, Helder Rogério Sant´ana Ferreira - Técnico de Planejamento e Pesquisa/Ipea Brasília, Gabriel Fiuza - Técnico de Planejamento e Pesquisa/Ipea Rio de Janeiro e Alexandre de Avila Gomide - Técnico de Planejamento e Pesquisa/Ipea Brasília
Horário: das 09h30 às 12h
Local: Auditório do 16º andar – SBS, Qd 1, Bl J. Edifício BNDES/Ipea, Brasília (DF)
Informações Joana (joana.alencar@ipea.gov.br)
Telefone: (61) 2026-5545
Realização: Diest (Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia)


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Inteligência e os sistemas de apoio à decisão

Para os interessados em Inteligência Competitiva, compartilho artigo de minha autoria publicado na CIO (MARCIAL, 2015).

Nesse artigo, destaco que cabe ao profissional de Inteligência Competitiva produzir a informação que faça a diferença, mas também reduzir os pontos cegos desenvolvidos pelos executivos para que essa informação se transforme em decisão e ação.

Sugiro também a leitura do artigo publicado recentemente no Jornal of Management and Sustentability (BULLEY, BAKU, ALLAN, 2014) que também destaca a importância da produção de Inteligência para o processo decisório e o classifica como um fator crítico de sucesso nos negócios.
Nesse contexto, a sua organização pratica a atividade de Inteligência? Se a resposta for não, acredito que está na hora de investir.

Boa semana!

Referências
BULLETY, Cynthia A.; BAKU, Kofi F.;ALLAN, Michael M. Competitive Intelligence information: a key business success factor. Journal of Management and Sustainability , v. 4, n. 2, p. 83-91, 2014. Disponível em: < http://www.ccsenet.org/journal/index.php/jms/article/viewFile/33154/20905>. Acesso em 2 ago. 2015.

MARCIAL, Elaine C. Inteligência e os sistemas de apoio à decisão. CIO, jun. 2015. Disponível em:<http://cio.com.br/opiniao/2015/06/24/inteligencia-e-os-sistemas-de-apoio-a-decisao/>. Acesso em 2 ago. 2015.

domingo, 28 de junho de 2015

Aceleração das mudanças tecnológicas

A aceleração das mudanças tecnológicas, tanto em escala e escopo quanto em impacto econômico, é considerada como apenas a ponta de um iceberg. Esta é a segunda força citada pelo estudo apresentado pela McKinsey, que já havia divulgado.

No estudo eles destacam que a diferença de hoje em dia para o passado esta relacionada tanto a onipresença da tecnologia em nossas vidas quanto a velocidade das mudanças. A conectividade associada ao volume de informação disponível, tanto para a pessoa comum quanto para os negócios, amplifica as mudanças.

A conectividade, a convergência, a interatividade, a velocidade e a ubiquidade são forças tecnológicas que atuam no ambiente há quase duas décadas. Entretanto, hoje em dia se tornaram grandes forças econômicas e sociais, principalmente em função dos avanços das tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Elas alteram a forma como a sociedade se organiza, a natureza do trabalho, a estrutura de produção, a educação, a forma como as pessoas se relacionam e até mesmo a utilização dos períodos de lazer, por exemplo.

Se focarmos nos avanços da nanotecnologia, biotecnologia, automação e robótica, associados com os avanços das TIC e se considerarmos ainda os resultados da atuação integrada dessas áreas, podemos arriscar em afirmar que estamos caminhando para um mundo muito diferente do que vivemos hoje em dia.

Os impactos desses avanços tanto na expectativa e na qualidade de vida, quanto nas relações de trabalho e desenvolvimento de novos materiais serão infinitos. Se ainda associarmos os avanços da internet das coisas e da impressora 3D, tudo isso suportados por big datas, pergunto: em que mundo estaremos vivendo até o final do século XXI?

O físico Michio Kako apresenta em suas palestras um mundo de possibilidades. Mas pensando na nossa realidade surgem novas perguntas: O quanto estamos preparados para aproveitar essa nova era? Seremos centros inovadores ou nos manteremos como mercados exportadores de matéria prima e consumidores de produtos industrializados importados ou apenas montados aqui? Se queremos mudar essa condição, que ações devemos desencadear hoje para a construção de um futuro diferente do nosso presente?

Boas reflexões!

REFERÊNCIAS

DOBBS, Richard; MANYIKA, James; WOETZEL, Jonathan. The four global forces breaking all the trends. McKinsey Global Institute, Apr. 2015. Disponível em: http://www.mckinsey.com/insights/strategy/the_four_global_forces_breaking_all_the_trends . Acesso em 25 maio de 2015.

Michio Kako. What does the future look like? 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_UgE-NhcmbM . Acesso em 25 jun. de 2015.

sábado, 20 de junho de 2015

A era da urbanização

“A era da urbanização” é a primeira força citada pelo estudo apresentado pela McKinsey, que divulguei há duas semanas.

Eles destacam o crescimento da urbanização, em sua maioria, puxado pela China. Entretanto, eles explicam que esse movimento não será liderado somente pela China, mas por vários países da Ásia e da África. Espera-se que, até 2050, 66% da população mundial viverá em áreas urbanas. Também chamam a atenção para o crescimento de cidades em países emergentes.

Esse fenômeno virá acompanhado pelo crescimento do número de megacidades com economia mais forte que muitos países. Em 2014, segundo relatório da ONU, existiam 28 megacidades ao redor do mundo, com população acima de 10 milhões de habitantes. A expectativa é que até 2030 tenhamos 41 megacidades ao redor do mundo.

Figura 1 - Megacidades com mais de 10 milhões de habitantes em 2030
http://www.redeangola.info/multimedia/megacidades-do-mundo-em-2030/
Fonte: Megacidades do mundo em 2030.

Por um lado, esses movimentos vão gerar ganhos de eficiência dos investimentos municipais e estaduais pela concentração das pessoas, mas por outro exigirá planejamento de longo prazo e maiores investimentos em infraestrutura e para a prestação de serviços públicos.

Nesse contexto, quais serão os impactos dessa grande força ao redor do mundo? Haverá melhoria ou redução da qualidade de vida das pessoas? Quais serão os grandes desafios para os gestores e planejadores urbanos?

REFERENCIAS

Relatório da ONU mostra população mundial cada vez mais urbanizada, mais de metade vive em zonas urbanizadas ao que se podem juntar 2,5 bilhões em 2050. Disponível em: . Visitado em 06 de jun. 2015.


Megacidades do mundo em 2030. Disponível em:. Visitado em 06 de jun. 2015.

sábado, 6 de junho de 2015

Quatro forças globais que quebram todas as tendências - Introdução

Em abril, foi publicado pela McKinsey texto que apresenta quatro forças disruptivas que, segundo os autores, são fundamentais, pois vão criar grandes mudanças na economia global. São elas: a urbanização, a aceleração das mudanças tecnológicas, o envelhecimento da população e a maior conexão global.

Destacam que se tratam de forças que todos nós já conhecemos, mas no fundo não compreendemos por completo sua magnitude e impactos. Isso me fez lembrar a internet. Já convivemos com ela há mais de 20 anos e para mim ainda é um fato portador de futuro. Todo dia me surpreende e ainda não temos conhecimento de toda a sua potencialidade de uso nos mais diversos campos do conhecimento. Ademais, no fundo, ela é “só” um meio de comunicação. A questão é que ela está se tornando “O” meio de comunicação e mais, “O” de conexão.

O texto, o qual sugiro a leitura, também chama a atenção ao fato de que essas quatro forças estão ocorrendo ao mesmo tempo e, a meu ver, o impacto é ainda maior, pois uma alimenta a outra, aumentando a velocidade das mudanças. Isso porque essas mudanças alimentam novas, que vão romper muitas tendências consideradas certas de ocorrerem e, como resultado, aumentarão a incerteza ambiental. Os conhecimentos que possuíamos do mundo anterior pouco serão úteis para entender os tempos que estão por vir. Governos, empresas e pessoas terão que se adaptarem a esses novos tempos.

Vivemos em um mundo em transformação e, por mais dados que tenhamos, menor será a nossa capacidade de anteciparmos os acontecimentos. Sendo assim, fica a reflexão: o quanto o Brasil tem de conhecimento sobre essas forças disruptivas? Qual a posição do País e das organizações que nele atuam frente a esses desafios? Que apostas faremos?

Fiquem ligados, pois comentarei cada uma das quatro forças nas próximas semanas.

Obs.: O texto da McKinsey foi elaborado pelos autores do livro: No Ordinary Disruption: The Four Global Forces Breaking All the Trends, lançado em maio pela PublicAffairs. (http://www.amazon.com/No-Ordinary-Disruption-Global-Breaking/dp/1610395794).

REFERÊNCIA
DOBBS, Richard; MANYIKA, James; WOETZEL, Jonathan. The four global forces breaking all the trends. McKinsey Global Institute, Apr. 2015. Disponível em:<http://www.mckinsey.com/insights/strategy/the_four_global_forces_breaking_all_the_trends>. Acesso em 25 maio de 2015.

sábado, 23 de maio de 2015

A produção de Inteligência Competitiva

Para os interessados em Inteligência Competitiva, foi publicado na semana passada o meu segundo artigo sobre o tema no Observatório Ipea de gestão do conhecimento.

O objetivo do artigo foi apresentar, de forma sintética, o primeiro dentre os quatro modelos que compõem a atividade de Inteligência Competitiva.

Modelos da Inteligência Competitiva
Fonte: Adaptado de Marcial (2013).
Como havia explicado no texto anteriormente publicado no Observatório Ipea, a Inteligência Competitiva possui quatro modelos: o de produção de Inteligência, o de contrainteligência, o de monitoramento ambiental e o de sistema de Inteligência.


Neste artigo apresento o modelo de produção de Inteligência. Nos próximos apresentarei os demais. Acompanhem esta série.
Ciclo ou processo de produção de Inteligência.
Fonte: Adaptado de Kahaner (2006).


Conheça o Observatório do Ipea e leia o artigo completo em:

O link do meu artigo: http://www.ipea.gov.br/observatorio/palavra-de-espcialista/107-elaine-marcial/227-a-producao-de-inteligencia-competitiva

O link do Observatório: http://www.ipea.gov.br/observatorio/


REFERÊNCIAS
Kahaner, Larry. Competitive intelligence: how to gather, analyse, and use information to move your business to the top. New York: Simon & Schuter, 1996.
MARCIAL, Elaine C. Aspectos fundamentais da Inteligência Competitiva e a Ciência da Informação. Brasília: Universidade de Brasília, 2013. 252 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Universidade de Brasília, Departamento de Ciência da Informação e Documentação: Brasília, 2013.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O futuro e a lei dos grandes números

Há um erro comum cometido durante o processo de produção de informação estratégica que é negligenciar a “Lei dos Grandes Números”. Essa Lei, que sustenta a boa análise estatística e que garante a possibilidade de boas inferências estatísticas, não é considerada por alguns analistas que ao se basear em poucas observações realizam inferências em relação a uma população, ao presente e ao futuro.

Entretanto, quando tratamos de estudos de futuro, projeções realizadas com base em longas séries temporais, substanciadas na Lei dos Grandes Números, pode não refletir o que irá realmente ocorrer, por maior acurácia científica. Por outro lado poucas observações, também chamadas de sinais fracos, podem ser os grandes reveladores dos acontecimentos futuros.

Então, quando devemos usar um ou outro? Como fazer boas previsões? Em que devemos nos basear?
Na realidade é impossível fazer boas previsões, pois o futuro é múltiplo e incerto. Ele muda a todo instante, pois é o resultado das ações dos atores no ambiente associado ao resultado do confronto entre suas estratégias e não do comportamento de variáveis observáveis.

Sendo assim, o principal objetivo de estudarmos o futuro não é para fazermos previsões e tentarmos antecipar o que vai acontecer, mas identificar as possibilidade de futuro que se apresentam a partir do presente e fazer apostas no sentido de construir o futuro desejado.

A ciência ajuda os estudiosos do futuro contribuindo com a produção de informações de qualidade as quais são importantes para o desenho e compreensão das opções estratégicas. Mas é a decisão associada a ação e seus resultados no ambiente que vão delinear o futuro que está por vir.

Sendo assim, você já fez suas apostas? Já partiu para construção do seu futuro desejado? Elas foram baseadas em informação e na análise das possibilidades futuras? Lembrando que sem arriscar ninguém constrói o futuro desejado, mas você pode avaliar seus riscos, e decidir com maior segurança se tiver boa informação.

domingo, 10 de maio de 2015

Profissões do futuro

Na sua organização você já possui uma recepcionista virtual? E um conselheiro genético? Já pensou em contratar um analista de networking para mapear, entender e acompanhar o verdadeiro fluxo de poder dentro da sua organização? Se não, se prepare, pois eles estão chegando.

Essas são algumas das novas profissões descritas no artigo veiculado no domingo passado pelo Correio Brasiliense na reportagem: “Profissões do futuro”, p. 8 do caderno de economia. Essa reportagem foi baseada em pesquisa realizada pelo programa de Estudos de Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo. Fiz uma pesquisa para identificar a fonte e descobri que a pesquisa foi realizada em 2013 e, na época, veiculada por diversos meios de comunicação, alguns listados ao final.

Segundo a reportagem, a lista contempla as profissões que serão mais demandadas até 2020 e as que vão desaparecer. Entretanto, entendo que mais importante que a própria lista é a necessidade de nos adaptarmos as novas demandas do mercado. Não me refiro nem mesmo ao profissional do futuro, mas o do presente que deve estar preparado para se adaptar às mudanças que já estão em curso. Essa adaptação vai demandar investimento muito maior no desenvolvimento de habilidades e atitudes para sobreviver às mudanças do que em conhecimento, até porque o conhecimento está disponível e a oferta de capacitação voltada para a aquisição de conteúdos tende a crescer.

Capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares, ter visão holística, ser capaz de solucionar problemas, ser criativo e inovador, raciocínio lógico e interpretativo e, principalmente, aprender a aprender sem dúvida alguma serão competências essenciais. Isso porque a automação, a inteligência artificial e a robóticas irão cada vez mais realizar as tarefas corriqueiras e substituir muitas profissões ainda em operação hoje em dia.

Por fim, espero que saibamos utilizar, com sabedoria, essas tecnologias para podermos ter no futuro, cada vez mais, qualidade de vida.

Confira as profissões emergentes:


sábado, 2 de maio de 2015

Observatório Ipea de Gestão do Conhecimento e Inovação na Administração Pública – OIGC

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) lançou, no dia 10 de março, o portal do Observatório Ipea de Gestão do Conhecimento e Inovação na Administração Pública – OIGC. Para os interessados no assunto ele promete ser um excelente fornecedor de informações semanais sobre a temática.
O coordenador do projeto, meu colega de doutorado da UnB, Fábio Ferreira Batista, Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA, me convidou para atuar no portal como articulista na seção “Palavra de especialista” sobre a temática: Inteligência Competitiva. Essa seção contará com atualizações trimestrais dos especialistas convidados.
Já está publicado o meu primeiro artigo cujo título é: “A Inteligência Competitiva e sua finalidade”. Esse artigo teve como objetivo apresentar a temática no contexto atual e sua finalidade, destacando que se trata de atividade altamente especializada e formada por quatro macroprocessos.
Conheça o Observatório e leia o artigo completo em:
O link do Observatório: http://www.ipea.gov.br/observatorio/

domingo, 26 de abril de 2015

Por que os textos dos cenários devem ser redigidos de forma lúdica?

Questionada por uma amiga se estava correto usar a palavra “lúdica” para caracterizar o documentário “2075 - Les temps changent”, me levou a escrever esse texto, que pode servir como alerta para os cenaristas principiantes.

Como o futuro não existe, estamos somente aptos a contarmos histórias a respeito dele. Essas histórias têm como objetivo proporcionar análises das possibilidades de futuro que se configuram a partir do presente, estudá-las e, assim, estarmos mais preparados para tomarmos decisão frente a um futuro, que é múltiplo e incerto por definição.

Como nenhum cenarista possui bola de cristal, seu objetivo é deixar claro que não se trata de previsão, mas de possibilidades hipotéticas a respeito do futuro. Para tanto, criamos personagens, cenas envolventes e marcantes que chamem a atenção das principais questões estratégicas e seus possíveis comportamentos futuros. É importante deixar claro para o leitor que não é uma previsão do futuro, não estamos afirmando o que vai acontecer, mas uma forma de representar os possíveis acontecimentos futuros.

Essas histórias a respeito do futuro devem ser capazes de gerar aprendizado organizacional. Cada cenário deve ser vivenciado pelos estrategistas da organização para que possam experimentar os resultados de suas estratégias antes de colocá-las em prática. Assim, espera-se a construção de objetivos estratégicos que contribuam para a construção do futuro desejado. Em muitas organizações essa “vivência do futuro” é feita por meio de jogos.

Segundo o dicionário a palavra lúdico é “um adjetivo masculino com origem no latim “ludos”, que remete para jogos e divertimento”. Uma atividade lúdica é uma atividade de entretenimento, que dá prazer e diverte as pessoas envolvidas. O conceito de atividades lúdicas está relacionado com o ludismo, ou seja, atividades como jogos e o ato de brincar. Os conteúdos lúdicos são muito importantes na aprendizagem, pois é uma forma de  incutirmos nas crianças a noção de que aprender pode ser divertido. As iniciativas lúdicas nas escolas potenciam a criatividade, e contribuem para o desenvolvimento intelectual dos alunos. Um texto ou discurso lúdico é uma produção cultural que é capaz de divertir o leitor ou ouvinte. É essencial para chamar a atenção e para persuadir outras pessoas.

Nesse contexto, os enredos dos cenários devem ser redigidos, sim, de forma lúdica. Os tempos verbais devem estar no presente e no passado, mesmo contando histórias a respeito do futuro, como no caso do documentário citado. É como se o escritor estivesse posicionado no final do horizonte temporal e contando os principais acontecimentos históricos ocorridos até a chegada naquele momento futuro. Deve usar personagens fictícios e realmente contar histórias que entretenham e gerem aprendizado para os leitores.

Um bom exemplo são os cenários construídos pelo National Intelligence Consul, que utiliza na introdução de cada um dos quatro cenários construídos, inclusive, os termos “cenário hipotético” e “cenário fictício”. Destaco que, no documento “Mapping the global future: report of the National Intelligence Council’s 2020 Project (Dec. 2004)”, link abaixo, um dos cenários é redigido em formato de troca de mensagens por celular entre dois traficantes de armas (ver p. 105 do documento citado).

Assim, não existe nada de errado em tratar o processo de elaboração de cenários de forma lúdica para que, dessa forma, seja incentivada a criatividade e seus resultados sirvam de inspiração para os tomadores de decisão construírem um futuro melhor, livres das amarras do presente.

Documento citado:
Mapping the global future: report of the National Intelligence Council’s 2020 Project