sábado, 9 de janeiro de 2016

Museu do Amanhã

Semana passada, fui conhecer o Museu do Amanhã, inaugurado no Rio de Janeiro, na Praça Mauá, há cerca de duas semana atrás. Participei de uma reunião com Alfredo Tolmasquim, responsável pelo Observatório do Amanhã, cujo o objetivo é manter as informações sobre o presente e o futuro atualizadas disponibilizadas no acervo virtual do Museu.

Considerei o Museu uma iniciativa importante para mudarmos no Brasil a concepção que temos sobre o futuro. Ensinar a nossa sociedade os conceitos básicos e a importância do planejamento, utilizando-se inclusive, de simulação de nossas ações antes de realizá-las, para que assim, possamos construir um futuro melhor.

O Museu é formado basicamente por cinco grandes blocos: de onde viemos; quem somos; onde estamos, para onde estamos indo; e ao final, como queremos ir. De forma simples, porém muito profunda, o Museu cria um circuito de reflexão que passa pelas principais fases do planejamento estratégico. Parte do princípio que o futuro está por ser construído e sua configuração se dará em função das ações e das decisões que tomarmos hoje.

Lembro que sem informação as decisões se tornam frágeis, e é por isso que devemos explorar as possibilidades de futuro existentes antes de tomarmos decisões. No bloco como vamos, é possível realizar simulações em função do comportamento passado e das informações que já dispomos em função das previsões. Possibilitando, assim, que os visitantes percebam que dependendo das suas decisões caminhos diferentes serão traçados. Chama a atenção também que todos nós somos agentes de mudança ao levar o visitante a reflexão de como queremos ir e qual o papel da cada um nessa caminhada.

Espero que essa iniciativa cultural, que está chamando a atenção da sociedade, principalmente no Rio de Janeiro, realmente contribua com a consolidação dos estudos prospectivos e do planejamento de longo prazo no País, já que o Museu do Amanhã olha 50 anos à frente.

Recomendo a visita ao Museu, que além de ser uma obra arquitetônica belíssima, possui uma vista maravilhosa, possui um acervo fantástico, e principalmente reforça a importância do planejamento de longo prazo. Mas para aproveitar tudo que o Museu tem a oferecer, recomendo que reserve pelo menos quatro horas do seu tempo.

Boas escolhas... bom futuro!
Elaine Marcial

Mais informações em: 
www.museudoamanha.org.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Panorama Ipea: Megatendências Mundiais 2030

Compartilho o novo Panorama Ipea que trata do meu livro  Megatendências Mundiais 2030 escrito com outros quatro colegas. Esse programa conta também com a participação do Ministro do Itamaraty Alessandro Candeias.

Acesse pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=dhd1CVW3O_c&feature=youtu.be


Vale a pena conferi!

Boas escolhas! Bom Futuro!

Elaine Marcial

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Violência e Segurança Pública em 2023: cenários exploratórios e planejamento prospectivo

Convido-os para o lançamento do meu novo livro, em parceria com Helder Ferreira.

Dia: 23 de novembro de 2015 (próxima segunda-feira)
Horário: 9h30
Local: Sede do Ipea, em Brasília, (SBS, Qd. 1, Bl. J, Edifício Ipea/BNDES, auditório do subsolo)

Após a apresentação dos destaques da obra, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, e Arthur Trindade Maranhão Costa, secretário de Segurança Pública e da Paz Social do Governo do Distrito Federal, irão debater os dados do estudo.
Na abertura do seminário estarão presentes o presidente do Ipea, Jessé Souza, a secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ) e presidente do Conselho Nacional de Segurança Pública, Regina de Luca Miki, e o diretor do Departamento de Temas Sociais da Secretaria de Planejamento e Investimento Estratégico (SPI/MP), Jorge Abrahão de Castro. Estes últimos representando o MJ e o MP que foram parceiros na realização do projeto.

Segue síntese do livro:
A violência é um dos temas que mais preocupam os brasileiros. Há grande incerteza sobre o que pode ocorrer no futuro tanto em termos da criminalidade violenta quanto em relação às políticas públicas. O ambiente instável e turbulento aumenta a percepção de que o futuro é múltiplo e incerto, e leva a crer que planejar com base em projeções é insuficiente. Entretanto, os tempos atuais não trazem somente desafios, mas, principalmente, oportunidades. É necessário estar atento às oportunidades e ser criativo para enxergá-las. Não é por outro motivo que a utilização de cenários como subsídio ao planejamento e à formulação de estratégias cresce no mundo.
Nesse contexto, é apresentada neste livro a síntese dos resultados do projeto A Segurança Pública em 2023: Uma Visão Prospectiva. O estudo contou com a participação de 122 pessoas, pertencentes às equipes do Ipea e da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR); colaboradores do Ipea, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) e do Ministério da Justiça (MJ); e especialistas em segurança pública. Os desafios são muitos, mas os cenários exploratórios construídos mostram que há possiblidade de mudança.
O estudo apresenta quatro cenários: prevenção social; repressão qualificada; violência endêmica; e repressão autoritária. Com base neles, pode-se formular o cenário desejado e o cenário-alvo, considerando trajetórias irregulares, aproveitando as oportunidades e reduzindo o risco dos cenários apresentados.
O livro Violência e Segurança Pública em 2023: cenários exploratórios e planejamento prospectivo também apresenta 44 tendências. Parte delas, para ser rompida, depende da união de diversos atores e, principalmente, do investimento nas oito incertezas-chave identificadas. Tais incertezas nos abrem oportunidades para a mudança do curso dos acontecimentos, pois são motrizes para a redução da criminalidade violenta e o aumento da sensação de segurança, tornando-se mais fáceis de serem moldadas e nos ajudando a construir o futuro desejado.

Diante dos muitos desafios, foram propostos doze objetivos estratégicos. Também são apresentadas sugestões para o aprimoramento e a construção de uma política de segurança democrática, garantista e efetiva. Como os recursos – humanos, financeiros e tecnológicos – são escassos, é fundamental a construção de cenários e sua análise, a fim de fazer escolhas e priorizar investimentos. Desse modo, poderemos mudar o curso dos acontecimentos, transformando o Brasil em um país seguro para se viver. 

domingo, 18 de outubro de 2015

O livro Megatendências mundiais 2030 já está disponível

Conforme divulgado, no último dia 14 de outubro foi lançando o livro Megatendências mundiais 2030. Durante o evento foi apresentada a plataforma Brasil 2100 – construindo hoje o país de amanhã, cujo objetivo é estimular o debate sobre possíveis caminhos e desafios para a construção de uma sociedade mais próspera e solidária no Brasil até 2100. O primeiro produto será a construção de cenários para o Brasil em 2035. Em breve divulgarei mais informações sobre essa Plataforma

O conteúdo do livro lançado será insumo para a construção de cenários para o Brasil em 2035, pois em um ambiente globalizado, não há como olhar para o pais sem contextualiza-lo no mundo.

O livro está disponível para download no Portal do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=26450&Itemid=383.

Também poderá ser adquirido nas livrarias do Ipea em Brasília ou no Rio de Janeiro.


Boas escolhas... Bom futuro!

Compartilho algumas fotos do evento de lançamento do livro no Ipea.




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Lançamento do livro “Megatendências mundiais 2030 - Inscrições abertas

As inscrições para o lançamento do livro “Megatendências mundiais 2030 – O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo?, de minha co-autoria, já estão abertas.

Como já havia divulgado, o lançamento ocorrerá no dia 14 de outubro de 2015 (quarta-feira), em Brasília, no auditório do Ipea, no SBS Quadra 1, bloco J, Ed. BNDES/Ipea, a partir da 9hs, e será distribuído gratuitamente.

Se você ainda não fez a sua inscrição e para facilitar a entrada no Ipea, favor confirmar participação no evento pelo email: eventos@ipea.gov.br

Participe da manhã de autógrafos, confraternização, debate e realização de networking com as comunidades de Planejamento e Estudos de Futuro que se integram neste evento.

Conheça mais sobre o conteúdo esse livro.

O livro “Megatendências mundiais 2030” reforça a necessidade de que líderes, tomadores de decisão e analistas brasileiros formulem estratégias nacionais em função do papel que o Brasil pretende exercer no mundo e das aspirações da própria sociedade, considerando os possíveis desafios e oportunidades futuras.

O livro destaca a redefinição da ordem global e caracteriza o momento como um período de transição. Cada uma das cinco dimensões abordadas está passando por transformações significativas que, ou alterarão as estruturas de poder, horizontais e verticais, ou fortalecerão essas estruturas. Não se sabe esse movimento será competitivo ou cooperativo, se haverá ou não novos paradigmas – ou mesmo a reformulação dos atuais – para orientar a condução das ações futuras. As dimensões se caracterizam como transversais e qualquer evento que ocorra em um deles afeta os demais, ainda que seus efeitos sejam assimétricos.

No campo da população e sociedade, a ideia força é o novo perfil populacional. Até 2030, a população mundial estará envelhecida e jovem ao mesmo tempo – por mais paradoxal que isso soe –, urbanizada, mais escolarizada, com melhor renda e mais empoderada. Países enfrentarão desafios com relação à mão de obra pelas razões inversas – uns, pela falta; outros, pela abundância –, à garantia de serviços públicos de qualidade, à solvência do sistema de seguridade social, à mobilidade urbana em cidades superlotadas, aos fluxos migratórios, à maior desigualdade social, entre outras questões. Já a sociedade, mais informada, poderá pressionar seus governos para negociar diretamente suas demandas, provocando ondas de protestos que poderão se alastrar pelos países e pelo mundo.

Quanto à geopolítica, o principal aspecto é a redistribuição do poder global, menos concentrado no Ocidente e mais direcionado ao Oriente, entremeado pela ascensão de potências emergentes. O desgaste progressivo da hegemonia dos Estados Unidos e da Europa e o crescimento da influência do BRICS e dos Estados Médios ampliam o debate em torno da governança global, atualmente em déficit, e outras questões relevantes, como a segurança internacional. A ampliação da multipolaridade pode trazer uma nova reconfiguração do poder militar. Difícil prever se essa guinada cada vez mais acelerada rumo à multipolarização, mas com prevalência de assimetrias, será conflituosa ou pacífica.

Na dimensão ciência e tecnologia, é a economia da inovação que ditará a lógica dos desdobramentos futuros. As inovações, além de facilitarem a vida das pessoas, se tornaram condição indispensável da produtividade e do desenvolvimento socioeconômico e sustentável no século XXI. O progresso científico e tecnológico é cada vez mais multidisciplinar e suas aplicações, mais integradas. As Tecnologias da Informação e da Comunciação, por exemplo, estão modificando a natureza das relações humanas, desde o trabalho até o lazer. Quando a automação, robótica, nanotecnologia e biotecnologia estiverem plenamente desenvolvidas, novas transformações virão.

Os modelos econômicos concorrentes estarão no centro do debate em torno do tema economia até 2030. Há uma reconfiguração em andamento na economia global, com países emergentes sustentando um maior crescimento do que países desenvolvidos. Essa reconfiguração acirrará a discussão em torno de modelos econômicos e trará para o centro da agenda global questões como presença do Estado na economia, inclusão social, classe média, novas regulamentações ao comércio e sistema financeiro internacional, investimentos em capital humano e inovações como fatores chave do crescimento econômico, responsabilidade fiscal e até mesmo água, energia e alimentos, entre outras.

Finalmente, no último tema, meio ambiente, a ideia força é o aumento do consumo em um cenário de escassez de recursos naturais e de degradação ambiental até 2030, adicionado a potenciais eventos climáticos extremos. Ainda é difícil avaliar se a Rio+20 e o lançamento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável implementarão um novo paradigma ambiental que finalmente compatibilize qualquer modelo de crescimento econômico com sustentabilidade. Fato é que o modelo e o paradigma atual são agressivos ao meio ambiente e, além de levarem à escassez de recursos naturais, poderão contribuir para a ocorrência de eventos extremos, ocasionando impactos negativos ao ambiente social e econômico.

Todas essas questões afetam, direta ou indiretamente, os caminhos pelos quais o Brasil tenciona andar nas próximas duas décadas. Não se trata de um receituário pré-concebido para o planejamento estratégico de longo prazo nacional, e sim de questões importantes que merecem ser pensadas com a devida cautela analítica nesse planejamento. Logo, as escolhas sobre o futuro se constroem no presente. Isso é fundamental para o Brasil se preparar para enfrentar os desafios e as oportunidades que se apresentarão entre 2015 e 2030.

Este trabalho é, na verdade, um ponto de partida para uma discussão mais ampla. Uma vez identificadas as megatendências e as Sementes de Futuro visualizadas por organizações internacionais, é preciso avaliar de que maneira elas incidem no Brasil e qual é o comportamento esperado do País até 2030. Nesse sentido, há a necessidade de ouvir especialistas brasileiros em cada um dos temas, interagir com órgãos de governo e com o meio acadêmico, dialogar com representantes da iniciativa privada em torno da reflexão – e posterior construção – de uma agenda de Estado.

Quais as oportunidades e as ameaças para o Brasil que essas megatendências mundiais trazem? Qual deverá ser o posicionamento do Brasil frente a essas megatendências mundiais? É essencial que o Estado e a sociedade brasileiros decidam o que fazer dessa ordem e como se inserir nela. Para tanto, o Estado brasileiro necessita desenvolver pensamento e planejamento estratégicos de longo prazo, pois o ano de 2030 já começou para o Brasil.

Boas escolhas... Bom futuro!
Boa leitura!


domingo, 4 de outubro de 2015

Lançamento do livro “Megatendências mundiais 2030 – O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo?”

Este livro, de minha coautoria, será lançado no dia 14 de outubro de 2015, em Brasília, no auditório do Ipea, no SBS Quadra 1, bloco J, Ed. BNDES/Ipea, a partir das 9hs, e será distribuído gratuitamente.

Editado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ele representa um levantamento inédito no Brasil, realizado por cinco autora, sobre megatendências mundiais e as incertezas ligadas a elas. Convido a todos para a manhã de autógrafos, confraternização, debate e realização de networking com as comunidades de Planejamento e Estudos de Futuro que se integram nesse evento.

Conheça mais sobre o conteúdo esse livro.

Se o passado pertence à História, o futuro pertence à estratégia. O futuro não é "dado", mas construído. Não é um conjunto predeterminado de eventos e situações irreversíveis, mas uma construção coletiva e imprevisível, moldada pela estratégia de diversos atores.

Nesse contexto, “Megatendências mundiais 2030 – O que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo?” apresenta um conjunto de sementes de futuro que devem moldar o contexto mundial até 2030, nas áreas de população e sociedade, geopolítica, ciência e tecnologia, economia e meio ambiente, segundo a perspectiva de entidades e personalidades de prestígio internacional.

Tem por objetivo apresentar à sociedade brasileira e, em particular, aos formuladores e executores de políticas públicas, insumos que possibilitem a reflexão sobre o futuro do Brasil e contribuir com seu processo de formulação estratégica de curto, médio e longo prazos.

Conhecer, interpretar e criticar as visões de mundo de países e organizações possibilita antever tendências mundiais e o comportamento de atores relevantes nas próximas décadas, considerando, inclusive, as perspectivas dos países desenvolvidos. Líderes, tomadores de decisão e analistas brasileiros devem moldar as estratégias nacionais em função do papel que o Brasil pretende exercer no mundo e das aspirações da própria sociedade, considerando os possíveis desafios e oportunidades futuros. Se não queremos que o Brasil apenas se adapte, passivamente, aos planos futuros desenhados por terceiros, é crucial que o País invista em sua capacidade de construir cenários prospectivos e planejar tendo sempre como referência os interesses nacionais. Em outras palavras, o País deve também adquirir consciência de seu papel de construtor ativo do futuro.

A falta de visão de futuro e de um pensamento estratégico que oriente a sociedade pode ser um gargalo ao desenvolvimento. Sendo assim, esta publicação nos convida a refletir sobre os desafios e oportunidades para nosso País. Se desejar ocupar um lugar melhor no mundo, o Brasil não pode deixar de conhecer e acompanhar as tendências e trajetórias mundiais em vários campos, a fim de tomar decisões acertadas que permitam concretizar as aspirações de sua sociedade. Esperamos que este livro também estimule o aprofundamento de uma cultura e prática de pensamento estratégico e planejamento de longo prazo em diversas instâncias do País.

Boas escolhas... Bom futuro!
Boa leitura!


domingo, 27 de setembro de 2015

Maior conexão global

A última força que quebra todas as demais tendências levantada pela McKinsey (DOBBS et al., 2015) é a Maior conexão global entre pessoas, negócios, finanças e informação.

Os autores chamaram a atenção ao grau de conexão que existe hoje em dia e que só tende a crescer. Sendo que, na análise realizada por eles, nem foram considerados os avanços da internet das coisas. Logo, é importante anexarmos a essa análise a conexão máquina a máquina sem as pessoas.

Nesse contexto, os produtos e serviços estarão cada vez mais imbricados e, em sua maioria, conectados à internet, da linha branca ao carro, das joias às pessoas. São exemplos: os testes do Google Glass – óculos conectados à Internet, que tiram fotos, gravam vídeos, mostram mapas e enviam mensagens; o anel Ringbow, que controla dispositivos touchscreen no uso de videogames à distância; e a Jawbone Up, uma pulseira com sensores que monitoram o seu dia a dia, incluindo a qualidade do sono, tudo isso integrado a um aplicativo no smartphone, que exibe a performance nos exercícios e permite controlar a dieta diariamente (MARCIAL et al, 2015).

Um dos grandes impulsionadores desse movimento é o aumento da velocidade de transmissão da informação, em seus diversos formatos, e a evolução da tecnologia de telefonia móvel, em particular a dos smartphones. Segundo o relatório do World Bank (2012), cerca de três quartos dos habitantes do planeta tinham acesso a um telefone celular em 2012.

Em 2013, havia cerca de 2,7 bilhões de pessoas acessando a internet no mundo, representando 25% da população mundial. Nos países desenvolvidos, a taxa de penetração é de 64% e nos países em desenvolvimento é de, aproximadamente, 12% (INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION, 2013).

O avanço da telefonia móvel associada ao crescimento do acesso à internet sugere que o mundo será cada vez mais interconectado, chegando em 2030 com mais da metade da população mundial com acesso à internet (EUISS/ESPAS, 2011). Espera-se que a internet de alta velocidade sem fio esteja disponível em todo o mundo, para as classes sociais alta e média, e para todas as regiões rurais dos países desenvolvidos, até 2030 (SLIBERGLITT et al., 2006).

Certamente as oportunidades que serão criadas serão ímpares, mas fomentando a volatilidade inesperada, como destacado no texto da McKinsey. Isso porque essa conexão global faz com que o comportamento de um país, de uma empresa ou mesmo de um único indivíduo possa ter alto potencial de impacto nos demais, criando ambientes de grandes surpresas e incertezas.

A conexão global certamente contribuirá para a construção de um mundo muito diferente do que vivemos hoje. Nesse contexto, pergunto: O Brasil estará preparado para esse novo mundo? Quais investimentos devemos fazer hoje para aproveitarmos o perfil conectivo de nossa sociedade e o canalizarmos para o desenvolvimento do nosso País?

Boas escolhas... Bom futuro!
Boa leitura!

REFERÊNCIAS
DOBBS, Richard; MANYIKA, James; WOETZEL, Jonathan. The four global forces breaking all the trends. McKinsey Global Institute, Apr. 2015. Disponível em:<http://www.mckinsey.com/insights/strategy/the_four_global_forces_breaking_all_the_trends>. Acesso em 25 maio de 2015.

INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION. The world in 2013. ICT Facts and Figures. Genebra: ITU, fev. 2013. Disponível em: <http://www.itu.int/en/ITU-D/Statistics/Documents/facts/ICTFactsFigures2013-e.pdf>. Acesso em: 22 set. 2014.

MARCIAL et al. Megatendências mundiais 2030: O que organizações no mundo pensam sobre o futuro do mundo? Brasília: Ipea, 2015. Livro no prelo, com lançamento marcado para o dia 14 de outubro de 2015, no auditório do Ipea, em Brasília às 9 horas.

SLIBERGLITT, Richard; ANTÓN, Philip S.; HOWELL, David R.; WONG, Anny. The global technology revolution 2020, in-depth analyses: bio/nano/materials/information trends, drivers, barriers and social impact. Santa Monica: Rand, 2006.

WORLD BANK. 2012 Information and communication for development: maximizing mobile. Washington: World Bank, 2012.